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O bobo da Rainha

12 jan

“- Independente dos acertos e erros da cerimônia de casamento, estou lhe pedindo para fazer um casamento, estou lhe pedinod para fazer um casamento agora. Estou pedindo para que me perdoe e me ame, como uma mulher, para que não me disseque como um estudioso. Ame-me com o seu coração, não com a sua cabeça.
– Lamento – repliquei.- Não amarei. Minha cabeça e meu coração são indivisíveis, e não me partirei de modo a que meu coração seja de uma maneira e minha cabeça discorde. Por mais caro que me custe essa decisão, a assumirei inteira, como uma mulher inteira. Pagarei o preço, mas não retornarei a você e aquela casa.
– Hannah, eu a amo – desabafou.- será a minha morte se você deixar de me ver.
Virei-me e o encarei, como um garoto, não como uma mulher olhando nos olhos de seu marido.
– Daniel, só tem a si mesmo a quem culpar. Não sou uma mulher com quem se brinca. Você foi falso comigo e arranquei do meu coração e da minha mente o amor que sentia e nada, nada mesmo, vai restaurá-lo.
Ele empalideceu.
– Não pode me deixar – disse – Fomos casados diante de Deus, do nosso Deus. Não pode romper um voto a Deus. Não pode quebrara promessa que me fez.
Levantei-me como se essas palavras fossem um desafio.
– Não me importo nem um pouco com o seu Deus, nem você. Eu o deixarei amanhã.”

O bobo da Rainha

Fugindo da Inquisição,a judia Hannah chega ao palácio de Whitehall e ingressa na corte dos Tudor, onde a conspiração espreita a cada mesura. A serviço do belo Robert Dudley, a joveml que possui o dom da premonição, é enviada como bobo santo para espionar a princesa Mary, herdeira esquecida ao trono do rei Eduardo. Em vez da temida tirana, Hannah encontra uma mulher ansiosa pela chance de usar a coroa e motivada pelo desejo fatal de fazer seu povo reaver a verdadeira fé – enquanto a irmã, Elizabeth, observa atentamente seus erros e reza por sua morte.Dividada entre a paixão por Dudley e o dever familiar, extasiada com os próprios dons e apreensiva em relação ao desconhecido, Hannah deve encontrar um caminho para atravessar esses tempos perigosos dos quais é ao mesmo tempo testemunha e artífie. Tempos em que professar a religião errada era uma sentença de morte; ciência e magia eram uma única arte; e amor verdadeiro era um privilégio de poucos.

“À nossa – disse Robert, erguendo seu copo em um brinde irônico – Uma rainha de coração partido, um rei ausente, um bebê perdido, uma pretendente à rainha, dois bobos e um traidor reabilitado. Saúde.”

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Nome do Livro no Brasil: O Bobo da Rainha
Nome Original: The queen’s fool
Escrito por: Philippa Gregory
Publicado no Brasil em: 2010
Editora: Record
Nº de Páginas: 517
Capa original: