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Querido John

25 dez

“Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que estávamos separados. Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre. Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.”

Querido John

“Querido John” narra a história de um jovem soldado americano, John, que se apaixona por Savannah uma estudante conservadora. Quando Savannah Lynn Curtis entra em sua vida, John Tyree sabe que está pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde, se alista no exército logo após terminar a escola, sem saber o que faria de sua vida. Então, durante sua licença, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah jure esperá-lo concluir seus deveres militares. Mas ninguém pôde prever que os atentados de 11 de Setembro pudessem mudar o mundo todo. E como muitos homens e mulheres corajosos,John deveria escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, John descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.

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Nome do Livro no Brasil: Querido John
Nome Original: Dear John
Escrito por: Nicholas Sparks
Publicado no Brasil em: 2010
Editora: Novo Conceito
Nº de Páginas: 288
Capa original:

O Leitor

24 out

“Porque a lembrança de anos felizes de casamento se estraga quando se revela que o outro tinha um amante durante todos aqueles anos? Será porque não se pode ser feliz em tal situação? Mas a pessoa era feliz! Ás vezes a lembrança não é fiel à felicidade quando o fim foi doloroso. Será porque a felicidade só vale quando permanece para sempre? Será porque só pode terminar dolorosamente o que foi doloroso de modo inconsciente e invisível? Mas o que é uma dor inconsciente e invisível? Será que essa tristeza é tristeza pura e simplesmente? É ela que nos acomete quando belas lembranças tornam-se frágeis se rememoradas, porque a felicidade lembrada não vive mais a situação, mas sim de uma promessa que não foi mantida?”

O Leitor

Michael Berg tem 15 anos quando inicia um obsessivo caso amoroso com Hanna, uma mulher enigmática, vinte anos mais velha. Os encontros entre os dois seguem um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê fragmentos de Goethe, Dickens, Tolstoi e Schiller, e só então fazem amor. Michael nunca chegou a saber muito sobre a amante. Assim, quando ela desaparece de repente dando um fim abrupto àquele período de felicidade, ele se convence de que jamais a verá de novo.

Anos mais tarde, entretanto, ele a reencontra. Hanna é uma das acusadas por crimes de guerra e por várias mortes em um campo de concentração nazista. Michael, como estudante de Direito, acompanha o caso indeciso entre as lembranças da antiga amante e a indignação pelos crimes. Na tentativa de descobrir quem é a mulher que amou, ele gradualmente percebe que Hanna pode guardar um segredo que considera mais vergonhoso que homicídio.

As páginas do romance trazem a lúcida pergunta: como amar alguém que cometeu a maior atrocidade que o mundo já conheceu? O estilo de Schlink é limpo e despido de imagens e diálogos desnecessários, resultando em uma bela e austera narrativa sobre o esforço para preencher o vazio entre as gerações pré e pós-guerra na Alemanha, entre culpados e inocentes, entre palavras e silêncio.

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Nome do Livro no Brasil: O Leitor
Nome Original: Der Vorleser
Escrito por: Bernhard Schlink
Publicado no Brasil em: 2010
Editora: Record
Nº de Páginas: 239
Capa original:

Eu sou Alice

30 ago

“Você costuma sonhar,Alice?”
Olhei para ele, sem saber o que fazer. Ele queria que eu me mexesse ou respondesse? Se eu mexesse, estragaria a fotografia. Mas ele parecia tão estranho, tão perdido, como se tivesse até se esquecido de que a câmera estava ali.
“S… sim, eu sonho”, respondi lentamente, tentando impedir que a cabeça se movesse.
“E com o quê você sonha?”
“Geralmente eu não lembro, não me lembro. Às vezes sonho com animais, ou aniversários. Não me lembro mesmo.”
“Pois eu às vezes sonho quando estou acordado”, ele continuou, sem dar sinal de se dirigir à câmera; mantendo-me de pé pela força do seu olhar. “Raramente sonho à noite. Mas durante o dia… às vezes tenho dor de cabeça, Alice. N… não conte isso à ninguém, mas tenho.”
“Sinto muito.”
”Não sinta. Eu não me importo, por causa dos sonhos que tenho antes. E sabe com o que eu sonho?”
“Não, senhor”, sussurrei. Eu tinha medo de me mexer e tinha medo de não me mexer.
“Sonho com você.”

Eu sou Alice

Alice Liddel tinha 7 anos quando posou para uma foto feita pelo Sr.Charles Dodgson na segunda metade do século XIX. Trajando um simples vestido de babados, ela encontrou a liberdade. Seus pés descalços tocavam pela primeira vez a grama da universidade de Oxford, onde seu pai era reitor. E a imaginosa e espevitada menina rolava no chão aos olhos silenciosos do fotográfo. Alguma coisa naquela cena, porém, incomodava bons costumes da época. Mas o que as mentes adultas poderiam considerar, mais que um atentado ao pudor, um ato de pedofilia, para a pequena Alice, era apenas o encontro com a mais pura poesia. Ao mesmo tempo, representava o momento de maior sintonia entre ela e seu amigo mais velho, o único que sempre falou a sua língua.
Dodgson era um professor de matemática, gago, que adorava a companhia das irmãs de Liddell, cujos pequeniques ele preenchia com histórias. E foi num desses dias ensolarados, que ele contou a história de uma Alice que caíra na toca de um coelho. Nascia, assim, Alice no País das Maravilhas, um dos maiores clássicos da literatura universal, que seria assinado por Lewis Carroll, pseudônimo que a mente livre do Sr.Dodgson criou.
Eu sou Alice é mais do que a história por trás do clássico, é um romance que recria, misturando fatos e ficção, a personaldiade apaixonante de Alice Liddell, a verdadeira Alice. Muito mais que uma biografia, é o esboço do nascimento de um País das Maravilhas que, para aqueles que souberem ver além, resiste auma realidade dura e melancólica.

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Nome do Livro no Brasil: Eu sou Alice
Nome Original: Alice I have been
Escrito por: Melanie Benjamin
Publicado no Brasil em: 2010
Editora: Planeta
Nº de Páginas: 347
Capa original:

O mundo pós-aniversário

24 jul

“Na maioria dos casos, as outras pessoas aceitam os casais do jeito que os conheciam: ou eles o eram, ou, a certa altura, não eram. No que tinha de mais tórrido, a vida amorosa de casa um era uma simples titilação para os outros, e a natureza de negócio fechado dos casais estabelecidos, como Irina e Lawrence, era uma grande chatice, sem dúvida. A devastação romântica ocasionava, quando muito, uma pequena solidariedade do espectador, ou o prazer de rir da desgraça alheia. O delírio romântico era pior ainda. Recém-apaixonado, o sujeito esperava despertar inveja ou admiração, mas era muito mais provável que atraísse um tamborilar impaciente dos dedos para acabar logo com aquilo. É claro que as pessoas tinham opiniões sobre se os parceiros combinavam ou com o outro, ou provavelmente brigavam; quase sempre, os amigos – os amigos do casal, bem entendido – gostavam mais de um do que do outro. Mas essas opiniões eram baratas. Não custava nada mantê-las nem muda-las.”

O mundo pós-aniversário

Irina McGovern,uma ilustradora de livros infantis norte-americana, tem uma vida tranqüila e estável em Londres, com o parceiro, um conterrâneo expatriado, Lawrence Trainer – intelectual promissor, leal e disciplinado,que trabalha num prestigioso centro de estudos estratégicos. Para seu pequeno circulo de amigos, o relacionamento dos dois é de invejável solidez. Até a noite em que, inexplicavelmente, Irina tem uma vontade de beijar outro homem: o velho amigo do casal, Ramsey Acton.
Elegante e extravagante, Ramsey é jogador de sinuca no topo do ranking desse esporte, um dos mais populares entre os britânicos. A decisão de ceder à tentação terá consequências não só para os desejos dela, mas também para a carreira, para o relacionamento com a família e os amigos e, o que talvez seja o mais importante, para a segurança de sua vida cotidiana.
Desenvolvido a partir daquele único beijo, esta encantadora obra de ficção apresenta alternativas para o futuro de Irina, suas possibilidades e desfechos. Analisa suas motivações mais intímas e o resultado de suas escolhas diante de dois homens de temperamentos diametralmente opostos, mas honrados, cada um à sua maneira. Determinar qual desses amores será o melhor para ela não é óbvio, nem fácil, mas a exploração desses dois destinos é memorável.

Sincero e escrito com a sutileza e a sagacidade que são as marcas registrada da obra de Shriver, O mundo pós-aniversário apela para aquele “talvez” que intriga todos nós.

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Nome do Livro no Brasil: O mundo pós-aniversário
Nome Original: The post-birthday world
Escrito por: Lionel Shriver
Publicado no Brasil em: 2010
Editora: Intrínseca
Nº de Páginas: 542

Capa original: